É um sentimento horrível. Você trabalha muito, sabe que merece comprar algumas coisas para você de vez em quando. Mas mesmo assim, a culpa por gastar e o sentimento de que gastou demais está lá rondando, como um fantasma. Aquele sentimento de que não deveria ter gasto tanto dinheiro – mesmo não tendo certeza do real impacto que aquilo terá em suas finanças – tira a paz de qualquer pessoa.
Eliminar esse peso na consciência é simples, mas não é fácil. Dar a seguir algumas dicas que podem nortear mudanças de comportamento no sentido de consumir com mais consciência, sem culpa, mesmo nas coisas supérfluas:
Pode ser a minha planilha ou qualquer outra ferramenta. O importante é você ter clareza de quanto ganha, quanto gasta nas despesas fixas e nas variáveis recorrentes e, claro, fazer sobrar;
Saber quais são suas prioridades de vida e quanto dinheiro precisa investir em cada um desses projetos aumenta ainda mais a clareza das suas reais possibilidades. A partir daí, sua decisão de consumo será muito mais consciente;
Estabelecido seus planos financeiros de curto, médio e longo prazos, efetivamente invista neles. Estude alternativa de investimentos, calcule quanto precisa para cada coisa e insira esses valores em sua ferramenta de controle de gastos. Faça de conta que aquele valor direcionado a investimentos é uma despesa fixa que você é “obrigada” a pagar.
Pessoalmente, acredito que se estamos pagando nossas contas direitinho e investindo uma parte para aumentar nosso patrimônio, o que sobra dessa conta pode, sim, ir para o lazer e luxos. Sem culpa por gastar com coisas supérfluas ????
Está tudo bem se você quiser comprar o novo iPhone que custa R$ 7.000. Sério, está tudo bem mesmo! Mas em vez de se endividar ou comprometer seus próximos meses com prestações, junte o dinheiro antes, colocando-o em uma aplicação de curto prazo. Assim, seu dinheiro vai rendendo um pouquinho enquanto você pensa se é assim mesmo que você pretende direcionar seu capital;
Reflita se o seu consumo está atrelado a algum sentimento negativo, como compensação por estar com uma vida desequilibrada emocionalmente ou necessidade de exibição/pertencimento. Existe GRANDE chance de que se seu consumo for motivado por esse tipo de emoção ruim, a alegria originada na compra dure pouco tempo. Enquanto o desafio de cobrir o rombo vai durar bem mais! Por isso, faça uma autorreflexão e, se precisar, procure ajuda psicológica – em vez de compensar possíveis frustrações em compras, num ciclo que não costuma acabar bem.